Segunda-feira, Setembro 21, 2026
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PCP questiona Governo sobre falta de vouchers para manuais escolares de cerca de 600 alunos em Fafe

Deputados comunistas querem saber as causas dos atrasos na emissão dos vouchers e quando será regularizada a situação.

O grupo parlamentar do PCP questionou o Governo sobre a situação de cerca de 600 alunos do Agrupamento de Escolas Professor Carlos Teixeira, em Fafe, sem acesso aos manuais escolares devido à falta de emissão dos respetivos vouchers.

“A emissão dos vouchers que lhes permitiria levantar os livros na escola e nas livrarias não aconteceu e, apesar da insistência por parte da direção do agrupamento escolar, o Ministério não deu ainda resposta cabal a este problema”, dão nota, em comunicado, em sequência de entrevista dada pelo diretor do agrupamento ao jornal Notícias de Fafe.

Para o PCP este é “um problema grave que carece de urgente solução“, uma vez que “a situação em causa está a provocar perturbações nas famílias e dificuldades no acesso atempado dos alunos aos manuais escolares, num momento particularmente importante do ano letivo”.

“Sendo a educação um direito fundamental consagrado constitucionalmente, e incumbindo ao Estado assegurar as condições necessárias para o seu efetivo exercício, é inaceitável que alunos iniciem o ano letivo sem acesso aos manuais escolares a que têm direito devido a falhas administrativas imputáveis a organismos públicos“, consideram. 

Nas questões dirigidas ao Governo, o PCP pretende saber se o Ministério da Educação tem conhecimento dos problemas registados na emissão dos vouchers e quais as causas identificadas para os atrasos ou erros que estarão na origem da situação.

Os deputados questionam ainda “que medidas urgentes estão a ser adotadas para garantir que todos os alunos tenham acesso aos manuais escolares a que têm direito, e que mecanismos estão previstos para assegurar que os alunos afetados não sejam prejudicados no seu percurso escolar enquanto a situação não estiver regularizada”.

Por fim, o PCP pergunta ao Governo qual o prazo previsto para a resolução do problema e para a disponibilização dos vouchers em falta.

Para os deputados comunistas, a situação “cria desigualdades no acesso à aprendizagem, compromete o acompanhamento regular das atividades letivas e coloca em causa a efetivação prática do direito à educação”, impondo-se por isso “uma intervenção urgente do Governo que permita corrigir as falhas identificadas e assegurar uma rápida normalização da situação”.

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