A necessidade de reforçar o conhecimento, o desenvolvimento do pensamento crítico e a capacidade de adaptação foram algumas das ideias destacadas na mesa-redonda promovida pelo PSD de Fafe sobre o impacto da Inteligência Artificial no mercado de trabalho.
A iniciativa, realizada no sábado, na Sala Manoel de Oliveira, do Teatro Cinema de Fafe, teve como mote “A Inteligência Artificial vai substituir os licenciados?” e reuniu diferentes perspetivas das áreas da política, ciência, universidade e investigação.
Das principais conclusões da iniciativa, divulgadas pelo PSD Fafe após o debate, destaca-se que a Inteligência Artificial deverá ser regulada através de regras de segurança, transparência, monitorização e controlo, procurando assegurar estes mecanismos sem travar a inovação.
O impacto da tecnologia deverá também fazer-se sentir no ensino superior. De acordo com os participantes, as universidades terão de adaptar a forma de ensinar e avaliar, dando maior importância a apresentações, provas orais e trabalhos práticos.
Outra das ideias destacadas foi a de que a utilização de Inteligência Artificial não reduz a necessidade de conhecimento. “Pelo contrário, será preciso saber mais para distinguir uma resposta correta de uma resposta errada”, referem.
O pensamento crítico, a resiliência, a capacidade de adaptação e a rapidez na aprendizagem foram identificados como algumas das competências humanas que serão “mais valorizadas” num contexto de crescente utilização da IA.
A discussão abordou ainda o impacto da tecnologia no território. Entre as conclusões divulgadas está a necessidade de Fafe “criar novas condições para atrair talento, nómadas digitais e investimento tecnológico, colocando a IA ao serviço da indústria, do comércio e da governação local”.
A mesa-redonda contou com Paulo Cunha, eurodeputado; Luís Paulo Reis, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e diretor do LIACC; Paulo Novais, professor catedrático da Universidade do Minho e coordenador do LASI; e João Nogueira, doutorando na Universidade do Porto e investigador no i3S. A moderação esteve a cargo de Nuno Vasco Lopes, presidente da Comissão Política do PSD de Fafe.
“Foi uma conversa aberta, esclarecedora e muito útil sobre um futuro que já começou e para o qual todos devemos estar preparados“, concluiu o PSD.



