O Teatro Cinema de Fafe foi palco, esta quarta-feira, do arranque das II Conferências de Fafe, com o primeiro-ministro Luís Montenegro como convidado da primeira sessão.
“Portugal: Que ambição?” é o mote deste novo ciclo da iniciativa, que pretende promover uma reflexão e debate sobre o desenvolvimento e o futuro do país.
Na abertura, o presidente da Câmara de Fafe, Antero Barbosa, destacou a importância de criar espaços onde seja possível “expressar e debater ideias diferentes, em total liberdade”, defendendo que este é o principal objetivo das Conferências de Fafe.
“Escutar pensamentos, ideias e sentimentos de pessoas com saber e vasta experiência, para confrontar com os nossos e livremente escolhermos os que achamos melhores”, referiu.
Num contexto em que “vivemos tempos de incerteza, dificuldades e desafios acrescidos”, o autarca defendeu estes momentos de reflexão e debate no sentido de encontrar respostas para os problemas atuais e “abrir caminhos”.
Também Luís Marques Mendes, que assume uma vez mais a moderação da iniciativa, frisou que o objetivo destas conferências passa por “refletir, debater, pensar em voz alta e pensar em conjunto”, num exercício que não deve ficar limitado à resposta aos problemas mais imediatos.

“Quatro anos depois a ideia é falar de desenvolvimento, qual é a ambição que temos para Portugal”, explicou, lembrando o primeiro ciclo, em 2022, que teve como tema central a democracia.
Marques Mendes defendeu que o país “não pode esgotar-se na espuma dos dias” e tem de conseguir “pensar mais longe e mais fundo”, tendo em conta as preocupações futuras das novas gerações.
“Tem de saber pensar, refletir e planear”, afirmou, defendendo uma abordagem estrutural e estratégica que permita responder a questões como “onde estamos, para onde queremos ir e que caminhos temos?”.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro apontou como uma das suas ambições ver Portugal tornar-se “contribuinte líquido da União Europeia”, passar a pagar mais para o bolo comum europeu, do que o que recebe, em fundos e subsídios, associando esse objetivo à necessidade de aumentar o desenvolvimento e a competitividade do país.
Luís Montenegro identificou o crescimento económico, a educação e a desburocratização como áreas determinantes para a transformação de Portugal, defendendo também a importância da estabilidade financeira, económica, social e política para criar condições de desenvolvimento e atrair investimento.

“Temos de ser ambiciosos e não hesitar em transformar Portugal num país mais justo, com mais oportunidades para todos e com uma distribuição de riqueza mais equitativa”, afirmou.
As II Conferências de Fafe prosseguem a 16 de outubro, tendo como convidado o líder do Partido Socialista, José Luís Carneiro.
Luís Montenegro é o primeiro convidado do novo ciclo das Conferências de Fafe


