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Guimarães inaugurou Parque da Imaginação Musical

Parque integra mais de 65 postos musicais e convida a explorar a música e a critividade, em contacto com a natureza.

Guimarães inaugurou o Parque da Imaginação Musical, um novo espaço público no coração do parque da cidade, que cruza música, natureza e criatividade. 

O projeto nasceu de uma proposta da comunidade no âmbito de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia e representa um investimento municipal de cerca de 250 mil euros.

Idealizado pelo músico e compositor vimaranense Tiago Simães, a partir de uma ideia que nasceu há 14 anos, o parque procura levar a música para fora das salas de aula e dos auditórios, criando um espaço onde qualquer pessoa pode tocar, ouvir, experimentar e descobrir, independentemente da idade ou dos conhecimentos musicais.

“Num tempo em que grande parte das nossas vidas acontece através de ecrãs, parece-me particularmente importante criar lugares que nos devolvam ao mundo físico, à curiosidade, à brincadeira”, afirma Tiago Simães, citado em comunicado da autarquia.

 

O parque integra mais de 65 postos musicais e afirma-se como “uma obra artística habitável, onde o som, o movimento e a natureza se cruzam para proporcionar uma experiência de descoberta, experimentação e criatividade”.

Na inauguração, o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, destacou a origem comunitária do PIM e a importância de transformar a participação dos cidadãos em projetos concretos. “É um projeto da comunidade para a comunidade“, afirmou, sublinhando que a Capital Verde Europeia só faz sentido com o envolvimento ativo dos cidadãos.

A concretização do projeto, que representa um investimento municipal de cerca de 250 mil euros, contou ainda com o envolvimento das empresas municipais Vitrus Ambiente e Laboratório da Paisagem.

A intervenção articula criação artística, arquitetura e valorização ambiental, incluindo a introdução de 14 novas espécies vegetais, num total de 2.750 exemplares, e a incorporação de princípios de economia circular, através da valorização de pneus recolhidos em Guimarães, utilizados em elementos como o palco em forma de disco de vinil.

A arquitetura, da autoria de João Mendes, integra os equipamentos e percursos na paisagem envolvente.

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