Fafe assinalou o Dia Mundial da Árvore, este sábado, com a inauguração dos Corredores Ecológicos, um projeto que envolveu a reabilitação e valorização dos rios Vizela, Ferro e Bugio, tornando possível a circulação pedestre junto às margens.
A inauguração decorreu no Parque de Lazer de Medelo, de onde os participantes partiram para um percurso simbólico de cerca de três quilómetros, entre Medelo e Ribeiros, onde puderam apreciar a riqueza da fauna e da flora ao longo das margens do rio Ferro.
A iniciativa contou com a presença do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, José Pimenta Machado, e da vice-presidente da CCDR-N, Gabriela Leite, bem como de diversas entidades e parceiros.
O presidente da Câmara de Fafe, Antero Barbosa, e a vereadora do Ambiente, Helena Lemos, foram os anfitriões do momento, juntamente com as equipas e serviços do Município, cujo trabalho foi fundamental para a concretização do projeto.
Na ocasião, Antero Barbosa destacou que “este é um investimento no futuro, na valorização dos nossos recursos naturais e na criação de espaços que aproximam as pessoas do território, reforçando a identidade ambiental de Fafe.”
O autarca falou de uma obra “muito importante para o nosso território” e de uma intervenção que procurou “devolver os rios à população”, desafiando agora a comunidade a usufruir dos corredores ecológicos, em ligação próxima com a natureza e com o património ambiental do concelho.

O edil sublinhou que o desafio será agora a manutenção, que será assumida pela câmara. O próximo objetivo será a expansão do Parque da Cidade de Fafe, com ligação à Praia Fluvial de Calvelos, criando uma conexão natural entre os lagos do Parque da Cidade e o Rio Vizela, através da revitalização das linhas de água aí existentes, e criação de um novo lago junto aos campos de ténis, num investimento estimado em cerca de 400 mil euros.
Recorde-se que o projeto de reabilitação e valorização dos rios Vizela, Bugio e Ferro, num investimento de mais de um milhão de euros, foi financiado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), incidindo sobre os três principais rios do concelho, numa extensão de cerca de 31 quilómetros, que permitiu recuperar a galeria ribeirinha, para benefício dos sistemas naturais e habitats de espécies residentes, e em simultâneo a atratividade dos espaços fluviais, com a valorização da paisagem e da biodiversidade.



