A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave apresentou, esta terça-feira, no Teatro Cinema de Fafe, o projeto AVE GLOBAL, que pretende reforçar a capacidade da região para atrair investimento, antecipar as competências necessárias às empresas, estimular novos modelos de empreendedorismo e projetar internacionalmente os seus setores de especialização.
O momento foi também de revelação da nova marca territorial AVE.FAZ – território global, criada para projetar o “saber fazer” da região.
O AVE GLOBAL representa um investimento superior a 880 mil euros, apoiado pelo NORTE 2030, e será desenvolvido até maio de 2028. Para Maria José Fernandes, vice-presidente da CCDR-NORTE, o AVE GLOBAL traduz “uma visão ambiciosa para o futuro e um compromisso coletivo”, reforçando a importância estratégica de um território que se distingue pela resiliência das empresas, pelo ecossistema de inovação e pela capacidade de reinvenção das suas pessoas.
Segundo a CIM do Ave, o projeto agrega os oito municípios da CIM —Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vizela — numa “estratégia económica comum, baseada na cooperação entre municípios, empresas, associações empresariais, clusters, instituições de ensino e estruturas de investigação e transferência de conhecimento”.

Na abertura da sessão, o presidente da Câmara de Fafe e vice-presidente da CIM do Ave, Antero Barbosa, salientou que nenhum município consegue responder isoladamente aos atuais desafios económicos e que a cooperação regional é essencial para criar novas oportunidades.
Em comunicado, a CIM do Ave explica que o projeto pretende “promover a atratividade e a resiliência económica da sub-região através de iniciativas de diplomacia económica, promoção territorial e empresarial, qualificação de recursos humanos e apoio a novos modelos de empreendedorismo”.
“A intervenção incide em três domínios: industrialização e sistemas avançados de fabrico; criatividade, moda e habitats; e sistemas agroambientais e alimentação”, explicam.

AVE.FAZ projeta o saber-fazer da região
A sessão ficou ainda marcada pela apresentação da nova marca territorial AVE.FAZ – território global, criada para dar unidade e projeção à identidade económica dos oito municípios da CIM do Ave. José Martins, da CIM do Ave, explicou que o desenvolvimento do AVE GLOBAL tornou óbvia a necessidade de uma marca forte e capaz de representar a região.
“Temos a expressão portuguesa do saber-fazer, que está no ADN do Ave”, afirmou, sublinhando que a marca deverá projetar o conhecimento, a capacidade produtiva e a cultura empresarial do território.
Assim, a construção da marca procurou respeitar as diferenças dos oito municípios e, simultaneamente, representar a força resultante da sua união, explicou Ângela Rodrigues, da Pegada Criativa.

O nome AVE.FAZ parte do saber-fazer das pessoas, empresas e instituições da região. O símbolo é composto por oito elementos entrelaçados, representando os oito municípios, enquanto a forma circular remete para a unidade do território e para a sua abertura ao mundo. As cores representam os três domínios de especialização do projeto e cruzam-se numa mesma estrutura, traduzindo a ligação entre municípios, setores económicos, empresas e instituições.
Guilherme Emílio, primeiro-secretário intermunicipal da CIM do Ave, concluiu a sessão assinalando o início de “uma nova etapa de trabalho e colaboração” em favor da competitividade e do crescimento económico regional.


