O ‘call center’ da Intelcia vai poder manter-se nas atuais instalações municipais até ao final do ano, 31 de dezembro, garantiu o presidente da Câmara de Fafe, na reunião do executivo municipal desta quinta-feira.
Antero Barbosa informou ter deferido o pedido de extensão do prazo, apresentado pela empresa, para que seja acautelada uma transição organizada. Recorde-se que em causa está a intenção da autarquia em instalar naquele espaço o novo Departamento de Fiscalização e Segurança, que agrega serviços como Polícia Municipal, Proteção Civil e Vigilância Ambiental, o que levou à denúncia do contrato de arrendamento.
Segundo o edil, a empresa remeteu, no início de junho, um ofício ao município a solicitar a prorrogação do prazo para desocupação do edifício, com o objetivo de assegurar uma transição “sem sobressaltos” para as futuras instalações. No documento, a Intelcia expressa o seu agradecimento “pelo apoio e colaboração que o município tem prestado” e pede a extensão da permanência no edifício até ao final do ano, de forma a garantir que o processo decorra de forma tranquila.
Antero Barbosa informou que o pedido recebeu parecer favorável poucos dias depois da sua entrada nos serviços municipais, considerando compreensível a necessidade de um período adicional para preparar a mudança.

Recorde-se que estes esclarecimentos surgem após uma manifestação levada a cabo, neste feriado de 10 de junho, por parte de mais de 50 trabalhadores da empresa, reivindicando o prolongamento da permanência nas atuais instalações até 31 de dezembro.
Antero Barbosa esclareceu que a resposta positiva por parte do município é já anterior àquele protesto e informou ter prestado esclarecimentos e explicado a posição do município em reunião realizada com sindicatos, há cerca de duas ou três semanas, mas não ter recebido nenhum pedido para reunião por parte da comissão de trabalhadores.
O autarca reiterou ainda “total disponibilidade” do município em colaborar, lembrando que já foram sinalizados à empresa dois espaços que, na perspetiva da câmara, poderiam servir de alternativa, cabendo à empresa a escolha das futuras instalações.


