O Partido Social Democrata de Fafe e o movimento independente “Fafe Sempre”, liderado pelo ex-presidente da Câmara José Ribeiro, vão formar uma coligação para as eleições autárquicas de 2025.
O anúncio foi feito em conferência de imprensa, na Estação Memória, com Rui Novais da Silva a assumir-se como candidato à Câmara Municipal e José Ribeiro à Assembleia Municipal.
Segundo Rui Novais da Silva, o desafio partiu do PSD, seguindo o proposto por Luís Montenegro, de “abrir o partido à sociedade”, resultando numa plataforma alternativa alargada que pretende garantir a vitória nas eleições autárquicas.
Rui Novais da Silva: “Há um bem comum que nos une: Fafe e o bem-estar dos fafenses. É por isso que estamos juntos.”
“Da esquerda à direita moderada”, a plataforma estará aberta a outras forças políticas e independentes que não se reveem no projeto político atual e se queiram apresentar como alternativa. “Todos, independentemente da sua ideologia, cabem nela”, sublinhou o líder do PSD, avançando já ter iniciado contactos com o parceiro tradicional CDS e Iniciativa Liberal.

Rui Novais da Silva admite que este projeto, designado coligação “Por Fafe Sempre”, está fora do habitual e tradicional do PSD, mas diz ser comparável ao já feito por Sá Carneiro. “Há um bem comum que nos une: Fafe e o bem-estar dos fafense. É por isso que estamos juntos”, reforçou.
José Ribeiro: “Estamos neste desafio para provocar um sobressalto político e democrático em Fafe. É disso que precisamos.“
José Ribeiro confessou que “não estava à espera desta proposta”, mas responde ao desafio com o “gosto que sempre teve em fazer política”.
“Estamos neste desafio para provocar um sobressalto político e democrático em Fafe”, afirma, criticando a atual gestão socialista, que caracteriza de “titubeante, muito desajeitada, que dá passos à frente e atrás, com pouca perspetiva do que é o futuro”.
José Ribeiro garante que continua socialista, mas afirma-se como um “pensante livre” que vê nesta uma “alternativa forte” para combater “o estado de marasmo em que estamos”, com os “interesses de Fafe a serem prejudicados pela subserviência dos nossos dirigentes a Lisboa”.


