Quarta-feira, Maio 20, 2026
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Investigador fafense distinguido com bolsa de doutoramento para estudo sobre Alzheimer 

Bolsa de 25 mil euros apoia projeto do investigador fafense sobre deteção precoce da doença de Alzheimer.

Francisco Almeida, investigador natural de Arões S. Romão, foi distinguido com uma das Bolsas de Doutoramento Nuno Grande 2025, iniciativa nacional que apoia projetos de investigação em Ciências Fundamentais em Saúde. 

O médico interno de Neurorradiologia da ULS Santo António integra o grupo de três jovens investigadores portugueses selecionados nesta edição, que atribuiu um total de 75 mil euros para o desenvolvimento de projetos científicos na área da saúde. A iniciativa pretende contribuir para a formação de uma nova geração de médicos investigadores, reforçando a ligação entre prática clínica, ensino e investigação científica. 

Docente no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) e na Escola de Medicina da Universidade do Minho, onde é também estudante de Doutoramento, Francisco Almeida foi distinguido pelo projeto “Locus coeruleus integrity as an early imaging marker of susceptibility to Alzheimer’s disease and Lewy body pathology”, centrado no desenvolvimento de marcadores imagiológicos precoces para doenças neurodegenerativas, em particular a doença de Alzheimer e a patologia por corpos de Lewy.

A investigação foca-se no “locus coeruleus”, uma pequena estrutura localizada no tronco cerebral que desempenha um papel importante em vários processos cognitivos e que poderá ser uma das primeiras regiões afetadas por alterações associadas à doença de Alzheimer e a outras formas de demência. O projeto recorre a técnicas avançadas de ressonância magnética sensíveis à neuromelanina, procurando avaliar a integridade desta estrutura em fases iniciais da doença.

Num contexto de envelhecimento da população e de aumento esperado da prevalência das demências, esta abordagem poderá contribuir para identificar sinais de suscetibilidade antes de alterações cerebrais mais tardias e menos específicas, como a atrofia, permitindo melhorar o diagnóstico precoce, a estratificação de risco e a compreensão da progressão destas patologias.

Criadas em 2022 pela família de Nuno Grande, pelo ICBAS e pela Fundação Bial, estas bolsas homenageiam o médico, investigador, professor fundador do ICBAS e administrador da Fundação Bial, distingue projetos de elevada qualidade científica desenvolvidos por médicos em formação doutoral. 

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