O PCP questionou a Câmara Municipal de Fafe sobre a suspensão das sessões de cinema na Sala Manoel de Oliveira, que se verifica há cerca de quatro meses.
Numa questão dirigida à autarquia, o eleito do PCP na assembleia municipal alerta para a importância do cinema enquanto “atividade cultural com tradição em Fafe”, sublinhando que os fafenses têm beneficiado, ao longo dos anos, da exibição regular de filmes, sem necessidade de se deslocarem a outros municípios para usufruírem desse entretenimento, o que constitui uma “vantagem para o nosso concelho”.
Destacando que há “um público heterogéneo que frequenta a Sala Manoel de Oliveira para assistir às exibições promovidas pelo Cineclube de Fafe”, o PCP lamenta que não sejam exibidos filmes há vários meses e solicitou esclarecimentos sobre o protocolo existente entre a autarquia e a associação, as razões da suspensão e as medidas previstas para garantir a continuidade desta oferta cultural.

Questionado pelo Expresso de Fafe, o Município esclareceu que esteve em vigor um protocolo de cooperação com o Cineclube de Fafe, de 8 de fevereiro de 2022 a 5 de fevereiro de 2025, com uma comparticipação anual de 23 mil euros. Segundo a autarquia, o apoio destinava-se à exibição regular de 30 títulos ao fim de semana, promoção de oficinas e ações no âmbito do Plano Nacional de Cinema dirigidas ao público escolar, colaboração em iniciativas promovidas pelos serviços municipais de ação social e educação, e organização de jornadas, palestras e outras iniciativas de promoção da cultura cinematográfica.
A Câmara acrescenta que, com a entrada em vigor do Regulamento do Associativismo Municipal, a renovação do programa de atividades passou a processar-se através do Portal do Associativismo, encontrando-se atualmente em curso a candidatura aos apoios para 2026.
O Município manifesta a intenção de “renovar o protocolo com o Cineclube de Fafe, em moldes que garantam a continuidade sustentável do programa de cinema e das atividades complementares, enquadrando essa dinâmica cultural no Plano Nacional de Cinema”, num contexto que classifica como “particularmente exigente para o setor da exibição cinematográfica, marcado pelo encerramento ou suspensão de diversas salas a nível nacional”.

