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PJ identifica menor responsável por vários incêndios florestais em Fafe

Segundo a PJ, "procedia às ignições por meio de chama direta, com recurso a fósforos". Terá atuado num "quadro de revolta e frustração", nos últimos quatro anos, nas freguesias de Seidões, Ardegão e Arnozela. Adolescente, de 14 anos, confessou os factos.

Um jovem de 14 anos foi identificado, esta quinta-feira, pela Polícia Judiciária, por ser o “presumível autor de vários incêndios florestais”, deflagrados no período de verão, nos últimos quatro anos, nas freguesias de Seidões, Ardegão e Arnozela, no concelho de Fafe.

“Durante o período de verão, as referidas freguesias foram sistematicamente assoladas por incêndios florestais, por vezes com recorrências diárias, causando preocupação entre as populações locais e consumindo vários hectares de floresta”, refere a PJ, em comunicado.

“Dada a persistente recorrência dos incêndios naquelas zonas, foram encetadas e desenvolvidas diligências ininterruptas de investigação, que culminaram agora com a identificação do suspeito, que procedia às ignições por meio de chama direta, com recurso a fósforos”, avança a autoridade.

Já este ano, o menor, residente em Seidões, “fazendo incursões em diversas zonas florestais locais, recorrendo, por vezes, à utilização de uma trotinete, incendiou vários montes, colocando-se logo de seguida em fuga, em direção à sua residência, onde permanecia refugiado“.

Segundo a autoridade, o menor “terá atuado num quadro de revolta e frustração, dado o seu parco rendimento escolar e a manifesta precariedade das suas relações sociais, não sendo de descartar a possibilidade de, em algumas das situações, ter mesmo atuado em grupo”.

“Os vários locais onde os incêndios ocorreram situam-se em zonas com elevado potencial de propagação a manchas florestais de grandes dimensões, gerando assim enormes riscos, potencialmente agravados pela abundante carga combustível ali existente e pela própria orografia da região”, referem.

Segundo a PJ, as diligências realizadas permitiram a recolha de um sólido acervo probatório e levaram à identificação e interpelação do adolescente, que confessou os factos, seguindo-se comunicação ao Ministério Público, para prosseguimento dos respetivos trâmites, nomeadamente, em sede do Tribunal de Família e Menores.

A investigação foi feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da Polícia Judiciária, em colaboração com o Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural – Litoral Norte.

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