O Grupo Municipal do CHEGA solicitou esclarecimentos à Câmara de Fafe sobre as políticas de apoio à natalidade e à fixação de jovens famílias no concelho, alertando para a quebra de nascimentos no concelho há mais de duas décadas, segundo dados do INE e da PORDATA.
Na pergunta endereçada ao executivo municipal, os eleitos do Chega na assembleia municipal manifestam preocupação com o que classificam de “acentuado inverno demográfico”, salientando que, apesar dos fluxos migratórios terem compensado o saldo populacional total, o saldo natural do concelho continua a apresentar “valores severamente negativos”, com “uma quebra estrutural acumulada de nados-vivos nas últimas duas décadas”.
O partido defende que “a fixação de jovens casais e o incentivo à natalidade devem ser prioridades absolutas na governação local“, alertando ainda que, “para que se possam desenhar políticas sociais e fiscais eficazes à escala municipal, é fundamental que o Executivo disponha de um diagnóstico rigoroso e atualizado sobre a realidade das mães e das famílias fafenses”.
Nesse sentido, o grupo municipal pretende saber se o município dispõe de dados estatísticos atualizados sobre o número de nascimentos de mães residentes no concelho de Fafe nos anos de 2024 e 2025, bem como no primeiro semestre de 2026.
Os eleitos do Chega — Vanessa Barata, Ricardo Costa e Rute Mendes — questionam ainda quais os apoios financeiros diretos à natalidade e à primeira infância atualmente em vigor no concelho e qual o montante inscrito no orçamento municipal para estas medidas durante o último ano económico.
Por fim, pedem ao executivo liderado por Antero Barbosa que esclareça que estratégia pretende implementar para “inverter esta tendência” e garantir que Fafe seja “um concelho atrativo para a maternidade”.


