O Comando Territorial de Braga da GNR, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), deteve, esta quinta-feira, quatro homens, com idades entre os 35 e os 80 anos, por caça em área de proteção, nos concelhos de Guimarães e Fafe.
As detenções ocorreram no âmbito de uma ação de fiscalização direcionada ao exercício do ato venatório, desenvolvido naqueles concelhos. “Os elementos do SEPNA verificaram que os suspeitos se encontravam a exercer a atividade de caça em terrenos não cinegéticos, nomeadamente a menos de 500 metros de uma área residencial”, explica a autoridade, em comunicado.
A ação resultou na detenção dos suspeitos em flagrante delito e na apreensão de diverso material, do qual se destacam quatro armas de fogo e 12 munições.
Os detidos foram constituídos arguidos e os factos foram comunicados aos Tribunais de Guimarães e Fafe.
A Guarda Nacional Republicana relembra que existem áreas de proteção onde o exercício da caça é interdito, devido ao risco que pode representar para a vida, saúde ou tranquilidade das pessoas, ou pela possibilidade de causar danos materiais. Dentro destas áreas, destacam-se:
- Praias de banho e respetivos terrenos adjacentes;
- Terrenos adjacentes de estabelecimentos como escolas, hospitais, prisões, lares de idosos, de proteção à infância, instalações militares ou de forças de segurança, entre outros serviços sensíveis;
- Infraestruturas como estações radioelétricas, faróis, portos marítimos e fluviais, aeroportos, instalações turísticas, parques de campismo e desportivos;
- Instalações industriais e de criação animal, bem como terrenos circundantes a estas áreas, numa faixa de 500 metros de proteção;
- Povoados, numa faixa de proteção de 250 metros;
- Vias de comunicação, incluindo estradas nacionais (EN), itinerários principais (IP), itinerários complementares (IC), autoestradas, estradas regionais das Regiões Autónomas (ER) e linhas de caminho de ferro, numa faixa de proteção de 100 metros.
A GNR, através do SEPNA, tem como “preocupação diária a proteção dos animais, apelando à denúncia de situações de âmbito ambiental”. Para o efeito, poderá ser utilizada a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520), funcionando em permanência para a denúncia de infrações ou esclarecimento de dúvidas.

