A concelhia de Fafe do partido Chega manifestou hoje “o seu mais profundo e veemente repúdio” perante os factos recentemente noticiados que envolvem a detenção de Ivo Faria, ex-militante e candidato deste partido, por suspeitas de crimes de natureza sexual.
Em comunicado, a estrutura local sublinha uma posição de “tolerância zero”, afirmando que tais comportamentos são “contrários aos valores fundamentais” defendidos pelo partido. “Repudiamos todos os ilícitos, especialmente aqueles de natureza tão insidiosa e perversa”, refere a nota, sublinhando um “posição firme, intransigente e de combate sem tréguas contra a pedofilia e todos os crimes de natureza sexual”.
A concelhia garante ainda “rigor no escrutínio“, esclarecendo que, à data das eleições autárquicas, foi exigido o registo criminal a todos os cabeças de lista candidatos aos vários órgãos em Fafe. “No caso em concreto, o documento apresentado e datado de 25/07/2025, não continha qualquer averbamento de antecedentes criminais, cumprindo todos os requisitos legais e partidários para a candidatura”, referem.
A Concelhia de Fafe diz aplaudir e subscrever “inteiramente a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional, o órgão responsável pela disciplina do partido, que procedeu à expulsão imediata de Ivo Faria”.
No mesmo comunicado, o Chega de Fafe manifesta ainda solidariedade com eventuais vítimas e respetivas famílias, defendendo que a justiça deve atuar com “o máximo de rapidez, rigor e firmeza para o apuramento total da verdade”.
“Embora seja impossível prever comportamentos individuais desta natureza, fizemos sempre o possível para apurar a integridade e idoneidade dos nossos candidatos. A nossa responsabilidade reside, neste momento, na clareza da condenação dos factos sobre os quais pende esta investigação e rapidez da reação. O Chega não admite, nem admitirá, a militância ou a mera intervenção no âmbito partidário de quem atente contra valores que defendemos desde a fundação do Chega e lutará sempre contra o crime e contra todos os factos atentatórios da integridade e a dignidade humana”, concluem.
Esta posição foi subscrita pela Comissão Política Concelhia, por todos os eleitos do partido Chega no concelho de Fafe e pela deputada fafense à Assembleia da República, Vanessa Barata.


