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Diagnóstico social de Fafe traça o retrato de um “concelho envelhecido”

Foi apresentado, esta terça-feira, o ‘Diagnóstico Social do Concelho de Fafe’, um documento estratégico que traça o retrato sociodemográfico do concelho e pretende servir de base para a definição de um plano de desenvolvimento social. 

Da análise dos indicadores demográficos, conclui-se que a população do concelho tem vindo a diminuir — uma perda de 4,2% em dez anos, segundo os CENSOS 2021, fruto da baixa na natalidade, mas também de um saldo migratório negativo.

O aumento da população idosa, aliado à quebra da natalidade e diminuição da mortalidade (com exceção do ano de 2020, fruto da pandemia), traduzem-se em “níveis de envelhecimento muito grandes”.

Fafe é um concelho envelhecido. Obriga-nos a pensar em termos de respostas e como inverter esta tendência”, que é transversal à região Ave, ao Norte e ao próprio país, anotou Dalila Oliveira, do Serviço Social da autarquia, que apresentou os resultados.

Do documento, com cerca de 300 páginas, destaca-se também uma alteração significativa na composição dos agregados familiares fafenses, com maior número de famílias monoparentais a apontarem para uma nova organização familiar.

No capítulo das desigualdades salariais, também em Fafe se verifica que as mulheres ganham menos que os homens, uma média de cerca de 62 euros desfavorável às trabalhadoras, ainda assim num diferencial inferior à média da região e do país, que ronda os 300 euros. “Temos níveis de equidade mais elevados que o país”, anotou, com satisfação.

Por outro lado, os níveis de instrução da população estão a subir, o desemprego tem diminuído, mas registam-se índices de dependência face à população ativa de cerca de 49%. Por cada 100 pessoas em idade ativa, há 17 crianças e 31 idosos dependentes.

Entre os grupos com maior risco de pobreza estão as mulheres, sobretudo as que têm mais de 65 anos, que trabalharam sem remuneração formal e por isso auferem pensões muito baixas.

O diagnóstico social identifica ainda os grupos potencialmente vulneráveis, apresenta como novidade um caderno referente às freguesias, e sublinha a resposta social que foi dada pelas várias instituições em tempo de pandemia.

O documento foi aprovado por unanimidade, em sessão plenária da Rede Social de Fafe, que é composta no seu núcleo executivo pelo Município de Fafe, Segurança Social de Fafe, Cercifaf, Centro de Saúde de Fafe, Centro de Emprego do Médio Ave, Santa Casa da Misericórdia de Fafe e delegação de Fafe da Cruz Vermelha Portuguesa.

No final, o presidente da Câmara de Fafe, Antero Barbosa, sublinhou a importância do documento, coordenado pela autarquia em colaboração com as várias instituições, que fruto de um “trabalho muito detalhado” apresenta uma “radiografia” do concelho.

“Não é possível definir políticas públicas ou intervenções sem termos os indicadores presentes. Isto permitirá que, confrontados com esta realidade, possamos definir estratégias que possam minorar ou vir a dar respostas positivas a estes indicadores”, referiu.

O autarca salientou a importância dos apoios sociais atribuídos, que diz ser necessário manter ou aumentar, numa resposta não só da câmara, mas em trabalho colaborativo com as instituições e quem está no terreno.

O edil defendeu ainda uma “abordagem nova a problemas antigos”, nomeadamente no que diz respeito ao conforto térmico das habitações, avançando ainda estar a estabelecer parceria com a Universidade do Minho para oferecer uma resposta à população na medicina preventiva, com recurso às novas tecnologias.

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