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‘48 anos a não esquecer. 50 anos para celebrar’ dá mote a homenagem aos democratas de Braga

Comemorações a nível distrital dos 50 anos do 25 de Abril irão estender-se a Fafe.

“1926 – 2024. 48 anos a não esquecer. 50 anos para celebrar” é o lema de um conjunto de ações que o Movimento de Cidadania Contra a Indiferença pretende realizar até 2024, de modo a homenagear as personalidades de Braga que se destacaram na luta contra a ditadura e em defesa da liberdade.

A Comissão Organizadora da Homenagem aos Democratas de Braga, ora composta, conta com o historiador Artur Ferreira Coimbra e irá estender a sua ação a Fafe.

As linhas mestras do programa de homenagens, que decorre no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, foi apresentado esta terça-feira na Biblioteca de Fafe, pelo porta-voz do movimento, Paulo Sousa.

Cuidar da democracia e das liberdades conquistadas é a tarefa que une o grupo organizador, que se diz motivado e inspirado pela coragem dos que fizeram Abril, fechando “um capítulo negro da nossa história”, e cuja memória deve ser preservada.

“Estamos unidos pela vontade expressa de conquistar pela diferença os que têm permanecido na indiferença ao longo destes 48 anos. Forjamos por isso, os irmãos mais novos do 25 de Abril e os filhos da democracia, uma justa, merecida e distinta homenagem àquelas e aqueles que deram a vida, se sacrificaram, e às suas famílias, por Portugal no distrito de Braga“, explicou.

O programa, que garantem estar aberto e disponível a acolher novas iniciativas, terá como um dos pontos altos a evocação, em 2023, dos 100 anos de nascimento de Santos Simões, em Guimarães, e de Salgado Zenha, em Braga, enquanto “símbolos maiores da luta pela democracia e pela liberdade”.

Em Fafe, avançou Artur Coimbra, o município tem em vista nomear uma comissão local para organizar as comemorações a desenvolver no território concelhio nos anos de 2023 e 2024, a par com o apoio a projetos e ações das comissões nacional e distrital.

As comemorações distritais terão incidência em Fafe, com ações de âmbito educativo e cultural comuns a todo o distrito, como exposições itinerantes sobre o 25 de Abril em escolas e salas de exposições, espetáculos musicais itinerantes e promoção de ciclos de cinema sobre Abril.

Das ações faz parte, desde logo, a identificação dos fafenses que participaram na oposição ao Estado Novo entre 1926 e 1974. Fafe colaborará também na recolha de depoimentos de quem esteve antes, durante e depois do processo de construção democrática. No que se refere à publicação de obras de investigação, Artur Coimbra avançou estar a preparar um novo livro sobre os 50 anos de Abril em Fafe, refletindo sobre o poder autárquico local desde 1974.

Procurando envolver os mais novos, “As ruas de Abril” é um exercício que irá desafiar os alunos das escolas do concelho a inventariar a toponímia relacionada com o 25 de Abril e os seus protagonistas.

Criado em 2021, em Braga, o Movimento de Cidadania Contra a Indiferença nasce da sociedade civil, de forma apartidária e inorgânica, explicou Paulo Sousa, tendo como objetivo o “reforço da cidadania da política ativa, com foco muito especial nas novas gerações que são uma parte do grosso dos abstencionistas”.

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