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CAF homenageou Parcídio Summavielle no 1º aniversário do Museu do Rali (C/FOTOS)

A celebração do primeiro aniversário do Museu do Rali, no sábado, foi o momento escolhido pelo Clube Automóvel de Fafe (CAF) para homenagear Parcídio Summavielle, o “grande mentor da entrada do concelho de Fafe no panorama dos ralis”. 

O ex-presidente da Câmara de Fafe foi reconhecido enquanto grande impulsionador dos ralis no concelho, hoje considerado a ‘catedral dos ralis’, nomeadamente com o mítico ‘salto da Pedra Sentada’.

Foi um visionário. A prova disso está aqui hoje”, assinalou o presidente do CAF, José Pereira, recordando como foi percursor na abertura dos troços em terra batida, que agora são palco de provas do mundial, europeu e nacional de ralis. 

“Vai ficar para sempre ligado a este sucesso e a esta marca dos ralis em Fafe. Devemos-lhe todos esta gratidão de nos ter incutido esta paixão pelo desporto automóvel”, anotou.

Presente na homenagem, também o presidente da Câmara de Fafe, Antero Barbosa, saudou Parcídio Summavielle enquanto percursor da ligação de Fafe aos ralis, mas também a sua luta contra o antigo regime, defesa da liberdade e da democracia, e “capacidade que teve para criar os alicerces para que o nosso concelho seja o que é hoje“.

Antero Barbosa recordou como Parcídio Summavielle foi, enquanto autarca, pioneiro em “rasgar o nosso concelho e trazer o desenvolvimento, num tempo em que faltava tudo”.

“Das muitas variantes que podemos encontrar na sua gestão, esta do automobilismo, de hoje orgulhosamente nos apelidarem de catedral ou capital dos ralis, muito justamente se deve a esta paixão que tinha pelos automóveis e a sua resiliência. O que nos compete agora é sermos capazes de prosseguir este trabalho iniciado por si. Sermos capazes de manter, prolongar, aperfeiçoar e poder crescer nesta paixão que Fafe tem pelos automóveis”, rematou. 

Por sua vez, Parcídio Summavielle agradeceu o reconhecimento, considerando justo estendê-lo aos que o acompanhavam na câmara e a todos os que com o seu trabalho asseguraram o sucesso dos ralis realizados.

“Fomos afinando a pouco e pouco de tal forma que conseguimos granjear o respeito e consideração de todos aqueles que gostam dos automóveis e que acorrem aqui sempre que há uma prova. Se algum mérito me pode ser reconhecido é o de termos obtido sucesso nas provas desportivas sem prejuízo dos munícipes. Tudo foi feito em primeiro lugar para os munícipes. Essas classificativas, essas curvas e contracurvas, surgiram em primeiro lugar, e antes de nelas andarem os automóveis, para as populações que não tinham acessos à então vila, agora cidade. Primeiro esteve sempre esse objetivo”, sublinhou, recordando como nas zonas altas de Fafe por vezes não conseguia chegar um médico e era preciso carregar em ombros quem falecia pela ausência de acessos.

Por fim, Parcídio Summavielle apelou ao atual presidente da câmara para que “acarinhe os ralis em Fafe” e o trabalho que tem vindo a ser feito pelo CAF no Museu do Rali.

“A base está feita, mas o sonho não é ficar por aqui“, concluiu, citando a canção de Manuel Freire, Pedra Filosofal — “Eles não sabem nem sonham que o sonho comanda a vida e que sempre que o homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança”.

Segundo o presidente do CAF, a completar o primeiro ano de existência, o “único Museu do Rali do país” conta cerca de 3.000 visitas pagas, estimadas nos 5.000 incluindo as de cortesia. Tem vindo a receber visitas dos mais diversos grupos, contando já com representantes de cerca de 25 nacionalidades.

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