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Tarifa da água sofre aumento à taxa de inflação. PSD deixa críticas à gestão da empresa municipal.

A tarifa da água cobrada aos munícipes fafenses foi atualizada à taxa de inflação prevista para 2022, o que corresponde a um aumento de 0,9%. Feitas as contas, uma família com um consumo médio de 10 metros cúbicos passa a pagar mais 29 cêntimos na fatura mensal, face ao ano passado.

A proposta de tarifário das Águas de Fafe foi aprovada esta segunda-feira, em reunião do executivo municipal, com a abstenção do PSD, que mostrou-se preocupado com a “aparente falta de eficiência na gestão” da empresa municipal.

O vereador responsável pelo pelouro, Raul Cunha, lembrou que assim que a empresa entrou em funcionamento, em setembro último, as faturas contemplaram desde logo uma diminuição na tarifa de 14%, estando já prevista na proposta enviada à ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) aquando da criação da empresa esta atualização para este ano de acordo com a inflação.

“Não nos pareceu razoável que tendo a ERSAR decidido sobre um processo há meio ano, fossemos num período de tempo tão curto propor já coisa diferente. O que dizemos é que o conselho de administração das Águas de Fafe e o Município estão empenhados em trabalhar para diminuir a tarifa da água. É o objetivo de todos, tendo consciência que é necessário também equilibrar a diminuição da tarifa com necessidades da empresa de investimento, nomeadamente na reabilitação de condutas e na ampliação da rede a mais lugares do território”, referiu.

Rui Novais da Silva, líder do PSD, deixou críticas à gestão da empresa, defendendo que esta deveria assumir este aumento e não cobrá-lo aos cidadãos, o que diz ser um sinal de que “não está a haver um trabalho eficiente”.

“O que o PSD pretende é que haja uma gestão mais adequada, mais eficiente. Cabe à empresa identificar onde reduzir os custos, mas têm de ser reduzidos. Não pode o município, muito menos os munícipes, estarem a depender da taxa de inflação. De que vale fazer então a redução se depois há uma inflação — aumentou — e já vai ter de ser aplicada?“, questiona.

“O município poderia assumir isso, porque estamos a falar de um valor residual, como já fazemos noutras circunstâncias, para dar um sinal aos fafenses que de facto temos a intenção de fazer uma boa gestão para conseguir alcançar a meta definida de baixar da tarifa da água”, defendeu.

O social-democrata defendeu ainda a criação de sub-escalões da tarifa, dentro da atual de 5 a 15 metros cúbicos para um consumidor doméstico, de forma a tornar o sistema mais justo para os munícipes.

“Se a média de consumo que nós temos é de 6 metros cúbicos significa que não é justo os que estão a usufruir de 6 pagarem o mesmo dos que exercem 15. O que o município deve fazer é sub-escalões para determinar valores de tarifa diferentes, mais justos para os munícipes, mais baratos para a média dos consumidores domésticos. Já é aplicado noutros municípios e são bons exemplos a seguir”, concluiu.

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