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TRAVASSÓS e GOLÃES: Oficinas Criativas procuram renascer a arte da palha

As freguesias de Travassós e Golães estão a ser palco de oficinas criativas dedicadas à arte da palha, que pretendem fazer renascer esta tradição do concelho.

Raquel Carvalho, coordenadora do projeto, explicou ao Expresso de Fafe que as oficinas de aprendizagem e produção de artesanato vão procurar aliar a tradição à inovação, tendo por base aquele que é um dos elementos mais significativos do património etnográfico do território fafense.

“Esta tradição infelizmente está a cair em desuso. As artesãs que a trabalham são já senhoras com muita idade, que acabaram por se desmotivar por não verem interesse nos mais jovens em aprender. Mas vemos que os produtos em palha têm colocação no mercado, conseguem-se vender”, anota.

A ideia passa então por captar pessoas para esta arte, mas também procurar “fazer algo diferente” e estimular uma vertente empreendedora, de possível criação do próprio emprego, revela a coordenadora.

Foto: CLDS Fafe

Estas oficinas são uma nova fase de um projeto mais abrangente, promovido pela equipa CLDS do Sol do Ave, em parceria com as Juntas de Freguesia, Município de Fafe e Instituto de Design de Guimarães.

A primeira etapa passou por fazer o “levantamento do estado da arte”, um trabalho que ainda está a ser realizado, para perceber em que freguesias ainda existem artesãs, que tipo de tranças e produtos fazem, se são para venda, direta ou por intermediários, e se ainda semeiam centeio para obter a matéria prima.

As oficinas criativas arrancaram esta semana e vão decorrer às quartas-feiras à tarde na Junta de Travassós, e às sextas-feiras à tarde na Freguesia de Golães.

“Tivemos uma adesão que não estávamos à espera. O projeto foi muito bem recebido, o que foi um sinal muito positivo de que há pessoas com disponibilidade e vontade de aprender a trabalhar a palha. As oficinas vão incentivar uma lógica de economia circular, com utilização de excedentes textêis cedidos por empresas, e vão insistir na produção utilitária que tenha potencial comercializável. Identificámos potenciais parceiros que vão ajudar a dar mais visibilidade aos produtos que possam vir a resultar da oficina e se alguém quiser vir a lançar-se por conta própria terá apoio nessa divulgação”, avança a coordenadora.

Foto: CLDS Fafe

Segundo Raquel Carvalho, no futuro a ideia passa por dinamizar pequenos workshops com crianças do concelho, em articulação com as escolas, para que “a palha comece a ser falada e vista”.

O projeto participou, aliás, em dezembro, numa iniciativa da Junta de Golães, que levou as crianças do ensino pré-escolar público e privado da freguesia a fazerem uma sementeira e conhecerem o Museu da Palha.

O projeto pretende ainda promover pequenos eventos envolvendo as várias freguesias, que já se mostraram recetivas.

Foto: CLDS Fafe
Foto: CLDS Fafe
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