Sexta-feira, Junho 18, 2021
No menu items!
spot_imgspot_img
InicioOpiniãoDesta vez, não metam água.

Desta vez, não metam água.

Opinião de Pedro Magalhães, presidente da JSD Fafe.

Esta semana, Fafe foi um dos 55 municípios portugueses a assinar um protocolo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) cujo objetivo passa fundamentalmente pela reabilitação das margens dos rios.

Na sequência da cerimónia realizada em Coimbra, no âmbito da Assistência da Recuperação para a Coesão e os Territórios da Europa, vários municípios vieram de imediato trazer a público planos de inventimentos (alguns de milhões de euros e inter-municipais) onde foi assumido um compromisso sério com o futuro não só do leito do rio em si, mas também do que representa para as regiões que este atravessa. De Fafe muito pouco foi dito sobre a ambição do que fazer com parte dos 9 milhões de euros que estão destinados aos concelhos de Fafe, Vizela, Trofa, Santo Tirso, Felgueiras, Guimarães, Vila Nova de Famalicão – que partilham entre si as margens do Rio Vizela e do Rio Ave. Ao invés de falar do potencial e do futuro que o investimento possa trazer, o nosso município limitou-se a falar da Barragem da Queimadela e do saudoso Corredor Verde da Cidade que teima em não florir.

A título de exemplo, temos o Município de Caminha que vai investir de cerca de 1.5 milhões de euros nas margens rio Coura; Em Esposende e Viana do Castelo o rio Neiva é o foco da ação de ambos os concelhos na limpeza, preservação e visto como um potencial turístico; e mesmo aqui ao lado, em Guimarães, vai ser feita uma reabilitação de 40km ao longo de todo o Rio Ave, com a construção de 51km em ecovias.

Depois desta minivolta pelo Minho e Alto-Minho percebemos que estamos muito aquém da ambição que esta matéria merece. A valorização dos rios é uma valorização da biodiversidade, um combate indireto à poluição e um potenciador de turismo quando bem trabalhado – exemplo disso é a Barragem da Queimadela.

Em algumas freguesias tem sido feito um esforço individualizado para valorizar as margens. Aqui e ali têm-se construído alguns parques de lazer, zonas piscatórias e algumas áreas que permitem a possibilidade de praias fluviais. Mas temos de encarar esta oportunidade como projeto de fundo, alargado e que envolva os nossos autarcas das freguesias. Os nossos Presidentes de Junta têm hoje uma oportunidade ímpar de apostar no ambiente, no turismo e na divulgação da sua terra. Cabe ao Município ouvi-los, valorizar o território e o rio. Cabe ao Município ter o rasgo e a ambição de aproveitar esta oportunidade e não se cingir apenas ao que já temos.

Os nossos vizinhos deram prontamente uma resposta e uma ambição clara do que pretendem, espero que Fafe faça o mesmo e não deixe a oportunidade ir “pelo rio abaixo”.

Opinião de Pedro Magalhães, presidente da JSD Fafe.

ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Jornal em PDF

Redes Sociais

9,901FansCurti
0SeguidoresSeguir
54SeguidoresSeguir
0InscritosSe inscrever
- Anúncio -
Anuncio

Artigos Recentes