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AUTÁRQUICAS: “Os fafenses têm de dizer ‘chega’ à gestão socialista” (Chega)

Ricardo Costa é o candidato do partido Chega à Câmara de Fafe nestas eleições autárquicas. Em entrevista ao Expresso de Fafe, revelou o que o motiva a ser candidato, a avaliação que faz ao mandato que agora termina, o que pretende fazer de diferente, a sua visão sobre o futuro do concelho em algumas áreas e ainda as expectativas quanto ao resultado eleitoral.


 

  • O que o motiva nesta candidatura?

Sinto a necessidade de contribuir para Fafe com as ideologias do partido Chega. A minha motivação é implementar o partido em Fafe, mas se Fafe estivesse bem provavelmente não apresentaria candidatura. Grande parte dos fafenses não se revê no caminho que Fafe está a tomar, como está a ser conduzido pelos governantes que são sempre os mesmos. Dá a sensação que são  candidaturas para fins pessoais — ora vai um, ora vai outro, ora estão zangados, ora fazem as pazes. Defraudam os fafenses e a política. Chegou a altura de dar a oportunidade a outros.

  • Como avalia o mandato que agora termina?

O mandato do PS, principalmente este último, foi desastroso. Foi um esbanjar de orçamento. Atribuem a culpa à pandemia, mas não pode ser desculpa para tudo, até porque ela continua aí e nós temos de continuar a nossa vida.  Foi uma má gestão do Partido Socialista. Acho que os fafenses têm de dar oportunidade a outros políticos, têm de dizer chega à gestão socialista, que é uma gestão que já vem há mais de 40 anos e se compararmos com os concelhos vizinhos Fafe pouco evoluiu. Nota-se que Fafe está mais atrasado. 

  • Que prioridades define e o que acredita que o diferencia?

Sou fã dos Face B, que tem um tema que se chama “Não me vou calar”. Não só pelo título da música, mas também pela letra, acho que se enquadra na nossa candidatura. Este nosso slogan significa isso mesmo: denunciar, pôr a público os podres do executivo socialista. Desde ajustes diretos, como são feitos os concursos públicos, em que eles promovem o compadrio, o amiguismo, o clientismo… Há falta de transparência e é isso que quero denunciar. O Chega propõe-se a mais transparência. 

 

  • VISÃO SOBRE O FUTURO DO CONCELHO

  • Economia e Emprego

É preciso captar investimento. Fafe neste momento não dá condições às empresas. As taxas são altas, o custo dos terrenos elevadíssimo. Temos de facilitar a vinda de empresas novas para o concelho. Dar mais apoios a nível de taxas, anular a derrama, dar incentivos à contratação de funcionários da terra. Vamos ter agora um investimento grande com a Lingote, mas falta atrair. São mais as empresas que saem do que entram. Depois, falta apoio ao comércio tradicional, que passa sérias dificuldades.

  • Saneamento e distribuição de água

O saneamento é uma das nossas bandeiras. Não podemos aceitar que só 50% do concelho tenha. Não interessa aos políticos porque está debaixo da terra, é obra que ninguém vê, não traz votos. Mas não posso aceitar chegar a Fafe e ver outdoors a dizer “Fafe Sala de Visitas do Minho” ou “Um amor de cidade”, quando faltam esses serviços básicos.  Quanto à água, na minha ótica era renegociar o contrato com a Indaqua. Não acredito que tenhamos uma redução do custo, estou descrente nesta solução da empresa municipal.

  • Ação Social

Eu concordo com os apoios. Toda a gente quer o bem estar das pessoas, mas tem de haver uma triagem. Não é atribuir subsídios e apoios a quem quer que seja. Hoje posso estar necessitado e amanhã não estar. Como hoje não precisar e amanhã precisar. Tem de ser feito um levantamento e uma fiscalização se as pessoas necessitam ou não. Cada caso é um caso. Há gente a passar fome, com muitas dificuldades, que não tem dinheiro para pagar a luz e a água. É importante apoiar essas pessoas, mas escolher bem que estamos a apoiar, haver escrutínio. 

  • Turismo/Cultura

Não sou contra a cultura, mas não posso aceitar que a câmara gaste 160 mil euros na compra de um espólio de um pintor. Não digo que não tenha valor, mas não é altura. Esse dinheiro dava para ajudar muita gente. Há dinheiro muito mal gasto. Tem de haver prioridades. Quanto ao turismo, Fafe tem potencialidades. Temos vários eventos, o rali, o ciclismo, o festival da vitela, que promovem Fafe e trazem gente, o investimento também é grande, mas há lacunas, não há capacidade hoteleira por exemplo. Era importante criar condições, e para todo o ano. Se não, é no dia, passa o dia, passa a romaria. 

  • Qual a expectativa quanto ao resultado eleitoral?

Qualquer resultado é bem vindo. É a primeira vez que o partido Chega vai a sufrágio. Estamos com a expectativa alta, porque as pessoas estão descontentes.Há a ambição de ter voz no executivo. Concorro para ganhar, ser presidente da câmara. Se for eleito para a vereação serei vereador da oposição, deixo já a garantia, não haverá acordo com o Partido Socialista.  

  • Um mensagem ao eleitorado fafense.

Vou apelar aos fafenses que votem em consciência, que vejam o passado de Fafe, o que se tem passado com os políticos aqui em Fafe, e que no dia 26 conforme a sua consciência votem. Não fiquem em casa. Venham votar. Nós em quem mais ordenamos. Se quisermos reclamar é através do voto, não é depois vir para a praça pública dizer mal dos políticos. Temos de nos expressar através do voto. Se votarem no Chega podem esperar transparência e lealdade. Se for presidente, não serei presidente de gabinete, andarei próximo dos cidadãos. O que vemos é que o vínculo entre o político e o eleitorado acaba no dia da eleição.

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