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PSD critica “desorganização total” no arranque do ano escolar — Presidente da Câmara refuta

Antero Barbosa recusa generalizações e fala em "situações pontuais" de "alguma perturbação" decorrente da transferência de competências da educação.

O vereador do PSD, Rui Novais da Silva, lamentou, na última reunião de câmara, que tenha havido uma “desorganização total no arranque deste ano letivo” em Fafe, considerando que o executivo liderado por Antero Barbosa deveria ter “precavido” alguns transtornos que vieram a ocorrer. 

“Nos primeiros dias de aulas os cartões de estudante não funcionaram — nem os novos nem os antigos —, temos tido conhecimento, através de encarregados de educação e profissionais da área, de falta de quantidade e qualidade nas refeições escolares. E conseguimos perceber que a desorganização não é só em termos técnicos, de serviços, mas também em termos de planeamento para a formação, acima de tudo extracurricular por parte dos estudantes”, referiu o vereador social-democrata. 

O presidente da câmara, Antero Barbosa, admitiu “alguma perturbação”, nomeadamente decorrente da assunção das competências da Educação, mas recusou generalizações de que tudo tenha corrido mal, considerando que “há sempre situações pontuais que é necessário corrigir”.

Não aceito com facilidade que nos diga que não preparámos o ano letivo a tempo. Preparámos, mas este ano letivo decorre de uma delegação de competências que transportou para os serviços da câmara algumas tarefas que não eram as habituais. Na minha perspetiva, dentro dos constrangimentos que tínhamos o arranque iniciou com normalidade“, considerou o edil.

Relativamente às refeições escolares, garantiu que a autarquia está atenta, mas “há uma fase de adaptação das crianças”, que pontualmente podem não gostar de uma refeição.

Houve algum atraso nas afinações que foram necessárias fazer para que os cartões de estudante pudessem ser carregados. Não tenho situações reportadas de alguma falta. É natural que surja uma ou outra, por os contactos não estarem corretos ou o email bloquear. Mas essas situações não permitem é generalizar que tudo não correu bem. Haverá sempre situações pontuais que é necessário corrigir“, anotou.

O autarca deu ainda nota que o executivo tomou a decisão de “por um ano retirar das escolas os serviços de limpeza, concessionando-os, para que os funcionários adstritos às escolas pudessem ser distribuídos de forma a colmatar todas as lacunas que as escolas possam ter”.

Na reunião, Rui Novais da Silva considerou o cartão estudante uma iniciativa vantajosa, mas pediu que fossem esclarecidos os termos e condições relativos à conta pré-paga, que possibilita que os estudantes possam carregar com um valor monetário e depois utilizar nos serviços da escola.

“Deparei-me com uma alínea que refere que caso não seja utilizado o cartão de estudante, após três meses existe uma comissão no valor de cinco euros”, referiu. 

O presidente da câmara garantiu que não pode haver nenhum prejuízo para as crianças e que essa interpretação será revista.

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